quinta-feira, 16 de outubro de 2008

NADA NEM NINGUÉM....

NADA NEM NINGUÉM.
POSSO FAZER QUALQUER COISA AQUI...
LIMPAR MELECA
DANÇAR PELADA
CANTAR EM FALSETE
AAAAAAAARRRE, MAS QUE TÉDIO....

SE FOSSE ASSIM, TERIA UM DIÁRIO E NÃO UM BLOG.
SACO.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Milágrimas

Música: Itamar Assumpção
Letra: Alice Ruiz


Em caso de dor ponha gelo
Mude o corte de cabelo
Mude como modelo
Vá ao cinema dê um sorriso
Ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo
Se amargo foi já ter sido
Troque já esse vestido
Troque o padrão do tecido
Saia do sério deixe os critérios
Siga todos os sentidos
Faça fazer sentido
A cada mil lágrimas sai um milagre
Caso de tristeza vire a mesa
Coma só a sobremesa coma somente a cereja
Jogue para cima faça cena
Cante as rimas de um poema
Sofra penas
viva apenas
Sendo só fissura ou loucura
Quem sabe casando cura
Ninguém sabe o que procura
Faça uma novena reze um terço
Caia fora do contexto
invente seu endereço
A cada mil lágrimas sai um milagre
Mas se apesar de banal
Chorar for inevitável
Sinta o gosto do sal do sal do sal
Sinta o gosto do sal
Gota a gota, uma a uma
Duas três dez cem mil lágrimas
sinta o milagre
A cada mil lágrimas sai um milagre

Essa parceria dispensa comentários.

Alice, poetisa madura, fêmea que dói bonito, sem escudo, olha de frente para as vulnerabilidades da Mulher e por isso reconhece que a maior fortaleza feminina é o enfretamento dessas fragilidades.

Itamar, um negro gato, passeando nos telhados da noite escura. Reservado para os fãs, que sabem do seu talento, criatividade e esplendor de poemas e composições musicais. A mídia e a massa, a macacada dos Faustão não o quis, não importa, queremos ele. Todo, inteiramente viralata.

Olá, visitantes. O que parece é que alguns interplanetários remotos pisaram sobre esse planeta vermelho que é meu blog. Será que ele está condenado a empoeirar no esquecimento? ô filhote meu, não fica triste não. Mamãe aqui escuta um eco distante, que me faz persistir em explorar mais um pouco esse território desértico. Quando vc vier, estrangeiro, teça seu comentário, apresente-se, faça contato. Realmente ainda não há nada de excitante num planeta abandonado. A terra é estéril enquanto você não vier, aqui nada frutifica se você vier. Jogue uma semente, deixe que eu rego. Todo começo é avesso mesmo. Todo começo mais parece o fim... e cá estou eu. Aqui no fim de mundo do meu blog. Todo inverso é vida morte, morte vida. E aqui eu ressurjo para tecer palavras, que quiçá, serão lidas. verso avesso a minha vontade é aquele que meu punho quer escrever para amar quem os leia, mesmo que seja ninguém nesse ECO, nesse Marte, nesse mundão grande dos blogs do Universo.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Hoje é um dia diferente. O silêncio ficou maior. Ficou grande de não poder ignorar, de não poder pôr no bolso e ver só quando vai lavar a calça.
Esse vazio abissal de Nenhum. Esse, que torce pra que você não sobreviva. Essa surdez sem carinho, à seco.
É ali que jaz a esperança musical, acolhedora e frutífera. Num deserto que se estica a mil léguas, numa roda helicoidal de poeira velha.
Mas nada hei de temer, porque como diz Rumi, amanhã nascerá o dia.